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Conheça: Patty Sheppard!

  • Foto do escritor: FJ Site
    FJ Site
  • 18 de jun. de 2023
  • 10 min de leitura

Em uma entrevista exclusiva, vamos mergulhar no universo intrigante da escritora e conhecer um pouco mais sobre sua vida, inspirações e processos criativos. Conheça agora a talentosa autora de “Striptease”.


Patty Sheppard é uma escritora talentosa que tem conquistado espaço no mundo literário com sua obra “Striptease”. Publicada originalmente no Wattpad, plataforma online de escrita e leitura, a história tem ganhado cada vez mais adeptos, graças ao talento e criatividade da autora que aborda temas sensíveis de forma delicada e intrigante.

Confira abaixo!



• Para além da literatura quem é Patty? Queremos conhecer você.


"Além da literatura, Patty é o Pseudônimo de uma mulher de 28 anos formada em Engenharia Civil, é, eu sei, totalmente contrário, nem eu entendo se vocês me perguntarem como isso foi acontecer. Eu trabalho no ramo da Engenharia a mais ou menos três anos e sou filiada a duas pequenas empresas, uma de projetos no meu nome e uma de execução e reformas, e não, isso não me dá uma vida fácil (pelo menos não ainda), então sou uma mulher que sempre vive a beira de um surto. Também sou gamer, jogo vídeo game desde novinha nos primórdios do Mega Drive, seguindo para o Super Nintendo e então o Playstation em diante, eu adoro passar meu tempo jogando vídeo game quando eu estou livre de alguma forma sem me preocupar com absolutamente nada. Fora tudo isso, sou uma simples mulher meio antissocial, tímida, apaixonada por animais e por assistir anime, com riso fácil (mas nem sempre) e muito, muito leal."


• Como surgiu o seu interesse pela escrita?


"Eu realmente não lembro como exatamente surgiu meu interesse pela escrita, mas me recordo de ter vontade de representar todas as histórias loucas que eu fantasiava na minha cabeça de alguma forma, isso quando eu ainda era uma criança. Então, eu me aprofundei muito na leitura, consumia um livro com facilidade em dois dias (sinto saudade disso) e consequentemente minha vontade de escrever aflorou quando eu decidi que queria escrever um livro, foi aí que comprei um caderno e decidi que escreveria um livro inteiro a mão naquele caderno, esse livro de chamaria “O Sinônimo de amar é sofrer”, sim, igual a música que por sinal fazia um baita sucesso naquela época, daí já da pra saber quanto tempo isso faz. Porém, voltando ao assunto, é obvio que a ideia não deu certo."


• Quais livros marcaram a sua vida? E quais autores tiveram influência na sua trajetória como leitora até a trajetória de escritora.


"O primeiro livro que eu li na vida foi “O Medo e a Ternura” de Pedro Bandeira. A história desse livro me marcou muito e eu sempre fui fascinada pela história dele, apesar de ter lido apenas uma vez, eu realmente nunca esqueci a história dele, confesso que esqueci o título, mas consegui descobrir mais uma vez com a ajuda do Google há alguns anos atrás, desde então esse livro com certeza ficou eternizado em mim. Logo em seguida, eu li “Nas Margens do Rio Piedra eu sentei e chorei” do Paulo Coelho e fiquei totalmente apaixonada pela escrita dele, ele foi a minha primeira grande influência, depois li vários outros livros dele, infelizmente ainda não cheguei a ler todos, mas os meus preferidos dele sempre serão, além do que já citei: Verônica decide morrer e Onze minutos. Certamente livros que marcaram a minha vida. Minha segunda grande influência foi o Dan Brown, por que eu sempre amei o tema fantasioso histórico dos livros dele, a profundidade, os detalhes e como eu sempre conseguia imaginar tudo com a riqueza de detalhes que ele transmitia nas cenas, isso foi algo que com certeza enriqueceu a minha escrita."


• Você conhece o gênero fanfic? Algumas de suas obras que já foram publicadas foi uma fanfic?


"Com toda certeza eu conheço, foi por onde eu comecei e as vezes ainda sinto falta de escrever alguma boa fanfic, mas os gêneros que eu gostava foram se acabando com o tempo e por isso eu decidi amadurecer a minha escrita a ponto de começar a criar tudo do zero."


• Como você acredita que as fanfics influenciam a sua vida? Por exemplo, escrever/ler fanfics influenciou positivamente em algum aspecto na sua vida?


"As fanfics, naquela época, foram as responsáveis por fazer com que eu descobrisse uma parte de quem eu era, foram elas as responsáveis por me dar a certeza de que eu amava escrever, além de claro, contribuírem muito com muitas horas de leitura e de shipps impossíveis. Quando eu comecei a focar mais em escrever do que em ler, a satisfação que eu sentia e o feedback legal que eu recebia em troca pelas leitoras que tinha na época, contribuíram muito para que uma adolescente depressiva não se perdesse de uma vez. Então posso dizer com clareza que ler e principalmente escrever fanfics, me salvou de alguma forma."


• Como é o seu processo de criação com a escrita?


"Eu tenho uma mente muito agitada, tanto antes, quanto hoje em dia eu sempre consegui elaborar histórias das coisas mais aleatórias possíveis, tanto que hoje em dia um simples comentário me faz ter uma ideia mirabolante e elaborar a ponto de conseguir escrever algo, é claro que nem sempre da certo, que por mais que eu tenha a ideia, eu não consigo encaixá-la de alguma forma em algum lugar, então centenas de ideias já foram descartadas.

Também tenho uma mente muito fértil para sonhos, os mais loucos que vocês puderem imaginar e isso também já contribuiu muito com o meu processo de criação, tanto de capítulos quanto de histórias. Eu confesso que eu sou extremamente desorganizada, eu não me programo, eu não organizo muito bem as minhas ideias e eu me arrependo muito disso, por que eu só faço escrever, descarregar tudo o que a minha mente cria de forma desenfreada sem lembrar que em algum momento eu vou esquecer detalhes do que eu mesma criei. Então, esse é meu processo de criação: Desorganizado, louco, inconstante, desenfreado até que eu tome ciência de começar a me organizar melhor."


• Como é a sua rotina de trabalho com a escrita? Você estabelece metas para si mesmo? Você tem outras ocupações profissionais além da escrita? Se sim, como concilia os dois? E como você diria que essa profissão contribui para o enriquecimento da sua carreira como escritor?


"Então, como já citei, eu trabalho no ramo da Engenharia e atualmente isso tem tomado mais tempo do que eu gostaria por que eu sou a engenheira que gosta de estar dentro da obra e não atrás de um pc projetando. Então eu não consigo estabelecer metas por que as vezes eu passo dias no automático, exausta e apenas existindo. Mas eu sempre sinto muita falta de escrever, então sempre que eu tenho um tempo onde eu estou bem descansada, eu escrevo pra matar um pouco da saudade que eu sinto e principalmente por que eu amo receber os comentários das minhas leitoras e leitores. Já houve uma época em que estabeleci metas de postagens, mas a pressão que eu colocava em mim mesma pra conseguir sempre bater essas metas começou a me despedaçar e meu trabalho como engenheira já me esmaga o suficiente para que eu vá lá chutar meu próprio lixo mais ainda, sabe? Então decidi parar de me cobrar tanto para o bem da minha saúde mental e escrever sempre que der, é claro que eu adoraria ter a escrita como meu trabalho principal, mas no momento isso não é possível."


• Ainda falando sobre o seu processo de criação, quais são os desafios diários de ser escritor? (Como você lida com a procrastinação? Com medo de não corresponder às expectativas? Às vezes bate aquela sensação de insegurança, sensação de não ser bom o bastante? Como você vence os bloqueios criativos de modo geral?)


"Os desafios diários de ser escritora são absolutamente todos que vocês possam imaginar, já criei problema até com minha poltrona por ela não me deixar confortável o suficiente pra escrever. Mas isso é totalmente culpa da procrastinação, algo com o qual tive e tenho muitos problemas, principalmente na época da faculdade. Mas eu tendo combater a procrastinação pensando nas minhas leitoras e pensando no quanto eu com certeza vou amar os comentários que vou receber e de alguma forma assim vou tentando me animar, isso também serve para os bloqueios criativos e eu já tive muitos a ponto de passar meses sem escrever. Esse é definitivamente o terror de um escritor, mas não adianta se cobrar pra sair de um bloqueio, percebi isso com o tempo, mas só depois de me cobrar muito. (Sinto muito, Patty de uns anos atrás.) Porém, algo com o qual ainda não consegui lidar é com a insegurança e o medo de não ser bom o bastante, eu sempre penso que o que eu estou escrevendo está ficando muito ruim, foram pouquíssimas cenas da minha obra que eu escrevi, reli e me senti extremamente confiante por achar que estava incrível. Eu já me sabotei muito por causa disso, mas é algo que eu ainda estou trabalhando e muito para tentar controlar e sei que vai demorar, não é fácil você lidar com alguém tentando te sabotar 24 horas por dia quando esse alguém é você mesmo."


• Sobre o que trata a obra "striptease"?


"Helena é uma Artista Plástica vítima de violência doméstica e sexual por um homem que ela confiava e amava. Então, é uma mulher repleta de traumas, de cicatrizes pesadas que fizeram ela procurar escape de uma forma inusitada: Se tornando uma Stripper. E em uma das noites em meio a um de seus tantos “Stripteases” ela conhece Amélia. E por mais que no começo as coisas sejam bem conturbadas entre as duas, Amélia é o ponto chave para a cura das cicatrizes de Helena, junto com a terapia é claro."


• Como você decidiu qual seria a plataforma que publicaria sua história?


"Inicialmente eu comecei a postar em uma plataforma pequena, onde eu publicava as minhas fanfics e me sentia extremamente confortável e na casinha, mas lá tinha um público pequeno e eu queria mais, sabe? Apesar de apavorada com medo de não ser bem recebida, busquei o site mais famoso que eu conhecia, sendo ele o Wattpad, enfrentei meu medo e comecei a postar lá e pelo amor, essa foi a melhor coisa que eu fiz na vida."


• Colocando o seu amadurecimento como escritor em perspectiva, como você explica striptease? Em termos de ousadia formal e estrutural, além do fato de estar falando de um romance entre duas mulheres, o que esse livro representa para você como mulher bissexual?  E de que forma você deseja influência seus leitores com os temas abordados na obra?


"Striptease é uma obra que trata de superação, de enfrentar traumas pesados e viver mesmo com feridas que vão da sua carne até a sua alma. Todo mundo hoje em dia tem alguma ferida assim. Esse livro foi, de alguma forma, uma porta que se abriu (a do armário), para que eu expressasse sem medo quem eu era. Além da bissexualidade, ele também tem várias pequenas coisas que me representam, então Striptease foi como o meu renascimento, a minha obra mais madura, aquela que eu sabia que seria a minha obra prima mesmo já tendo escrito outras histórias, mas nenhuma foi tão crua e madura como Striptease. Eu realmente desejo que todos entendam a importância da terapia na vida das pessoas, a importância do amor sendo ele por terceiros e especialmente o amor próprio e nunca, nunca mesmo permitam que algum parceiro seu os diminua de alguma forma, vocês, todos vocês merecem o mundo assim como a Helena."


• Como explica o sucesso de seu livro?


"Sinceramente? Eu não sei. Acho que a forma direta como eu abordo a maioria das coisas no livro é algo que chama atenção, por mais direto que seja eu também tento abordar de forma delicada. Também tento evitar encher o livro de clichês que tornem a história chata em algum momento, também elogiam muito a minha escrita (Inclusive, muito obrigada mais uma vez se algum leitor meu ler isso, amo vocês.) Mas essa é uma pergunta errada para alguém que se autossabota diariamente, eu nunca vou conseguir explicar o sucesso do meu livro, eu só agradeço pra caralho por conseguir chegar no nível que estou hoje em dia."


• Qual é o papel das redes sociais para o seu trabalho de escritor? Como é a sua interação com seus leitores na Internet?


"Eu nunca fui muito ativa em redes sociais, então no momento as minhas redes sociais servem para interação com meus leitores, eu gosto muito de conversar com eles, de ficar próxima, de saber o que eles acham, de postar curiosidades e ver a reação deles, eu amo isso."


• O que mudou no seu processo de escrita do início para o momento atual?


"Eu amadureci a níveis absurdos, tanto que já cheguei a abandonar uma história por que eu simplesmente não conseguia mais escrevê-la, por que a Patty que começou a escrever aquela história já não era mais a Patty que iria finalizá-la, então, por não entrar em concordância comigo mesma, eu preferi desisti, odeio ter feito isso, mas foi o melhor a ser feito.

Atualmente consigo ter ideias mais maduras, pensar de forma mais adulta e desenvolver de forma mais real e crua, de uma forma que vá prender mais os leitores, prender, chocar e etc."


• Falando do texto em si, o que você mais gosta de escrever? Como funciona o seu processo de pré-publicação dos seus escritos e o que você acha importante fazer antes de soltar um texto no mundo?


"Eu gosto muito de escrever cenas mais pesadas, daquelas que vão chocar, que vão causar algum pavor, algum desconforto e algumas cenas do meu livro são a prova disso.

Meu processo de pré-publicação é muito simples, eu não faço coisas extraordinárias, só reviso rapidamente e as vezes nem isso faço, antes de publicar e isso faz eu parecer muito desleixada... É mais uma coisa que eu pretendo mudar."


• Quais são seus projetos futuros?


"Eu tenho três projetos futuros engatilhados, uma história pequena de um capítulo só que gira em torno de um romance extremamente intenso de uma noite só entre uma jovem famosa e uma mulher mais velha. Um projeto que gira em torno do encontro de duas mulheres no Natal que só tem em comum suas famílias homofóbicas e mães narcisistas. Inicialmente também pretendo fazer só um capítulo e talvez histórias derivadas. E o terceiro projeto é uma história intensa, madura, meio pesada e triste com tons fantasiosos, mas com um romance absurdamente lindo entre uma mulher  uma criatura mística."


• Que mensagem você gostaria de deixar? Deixe o seu recado para os leitores do nosso site e para os novos leitores da sua obra.


"Para todos vocês que ainda não leem minhas obras ou minhas obras, nunca sabemos quando virão mais, me deem uma chance. A minha mente é um mundo incrível dos mais variados tipos de ideias, vocês com certeza vão amar e se não amarem, tudo bem. Minhas obras sempre são e serão diretas, abordando temas dos mais variados tipos de forma crua, mas não insensível. São obras que vão te fazer rir e chorar na mesma proporção. E mesmo que não leiam minhas obras, apenas leiam, escrevam, apenas entrem nesse mundo maravilhoso que te transporta para milhares de mundos diferentes e te tira ao menos um pouco desse mundo infernal que é a vida real. Ah e acima de tudo, eu escrevo um hot bem gostosinho, então me deem uma chance. Muito obrigada pela atenção, pela paciência de ler isso tudo e sempre tenham uma boa leitura. Tchau, pessoal."


Finalizando a entrevista, gostaríamos de agradecer a Patty pela disponibilidade e pelo compartilhamento de suas experiências e visões conosco. É inegável o valor de suas obras, que desafiam as convenções sociais e abrem discussões importantes para o nosso tempo.


Para os leitores que desejam conhecer mais sobre Patty e suas obras, recomendamos que sigam suas redes sociais, como Instagram (patty5hepard) e Twitter (@patty5hepard). Lá, é possível acompanhar as novidades da autora.


Além disso, a obra “Striptease” está em nossas indicações!


Mais uma vez, agradecemos à autora por compartilhar seus conhecimentos e ideias conosco e desejamos todo o sucesso em seus projetos futuros.





 
 
 

5 comentários

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Convidado:
28 de jun. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Ótima escrita e forma de abordar os temas.

História maravilhosa.

sdds de uma atualização ‘-‘

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Convidado:
20 de jun. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Maravilhosa

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Convidado:
20 de jun. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Essa autora é sensacional!! É impossível não se encantar com o seu livro e com sua história de vida!!

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Convidado:
20 de jun. de 2023
Avaliado com 4 de 5 estrelas.

Adoro a escrita dela, a vida dela é uma fic também, todo dia alguma tragédia, coitada

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Convidado:
19 de jun. de 2023
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Adorei a entrevista!! Com certeza irei ler a obra. Tragam mais entrevistas com autores, se possível 👏🏼❤️

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